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Como desenvolver as Soft Skills na escola

Desenvolvimento de habilidades não cognitivas é essencial para caminhar com fluidez em todas as áreas da vida

Trabalhar em equipe com eficiência e harmonia, facilidade de comunicação e a postura flexível são comportamentos determinantes para a vida e podem ser incentivados desde a idade escolar. Também chamadas de Soft Skills, integram um conjunto de habilidades não cognitivas que podem ter outros nomes como comunicação assertiva, adaptabilidade, proatividade ou iniciativa. Independentemente do nome, são modos de agir essenciais para caminhar com fluidez, leveza e objetividade em todas as áreas da vida.

Com as tecnologias cada vez mais presentes no cotidiano dos jovens, o desafio é integrar esse conhecimento às Soft Skills, também chamadas de habilidades do século 21. Essas competências transcendem o aprendizado relacionado aos conteúdos pedagógicos e se manifestam de forma transversal. Uma das abordagens mais comuns é a dos “4Cs” (abreviação em inglês): comunicação, colaboração, criatividade e pensamento crítico.

No currículo escolar, essas capacidades podem ser trabalhadas de diferentes formas. No Colégio Marista Anjo da Guarda, por exemplo, os alunos do 9⁰ ano têm aulas de Cinema por meio de uma parceria firmada com o Centro Europeu. Os estudantes foram desafiados a organizar produtoras de audiovisual, e cada uma deveria entregar um formato de vídeo: um videoclipe, um fashion film ou um filme publicitário.

“A produção dos materiais, desde a sua concepção até a entrega final, articula diretamente várias soft skills, pois envolve o gerenciamento de complexidades diferentes, desde a criatividade até o tempo”, afirma a publicitária Marianna Greca, que ministra o curso em parceria com o filmmaker Gabriel Marchi.

O brainstorming realizado no início do trabalho, com o objetivo de definir a ideia a ser executada, mobilizou os alunos a desenvolverem a capacidade de trabalhar em equipe. “Significa saber ouvir os outros e saber fazer a sua própria voz ser ouvida, assim como aprender a deixar o ego de lado e priorizar aquelas ideias que atendem aos interesses do time, independentemente de serem as suas próprias”, diz Marianna.

Ao longo do ano, os professores mantiveram um olhar sobre o desenvolvimento das Soft Skills. Marianna conta que os que demonstravam maior facilidade na liderança viram-se desafiados a responder pela equipe e promover a qualidade da entrega. “Isso fez com que desenvolvessem a habilidade de comunicação. Aprenderam a mediar a fala de acordo com o contexto e a necessidade, o que impede que se grite, mas também exige que se adquira uma postura firme e assertiva”, descreve a professora.

Já os alunos com habilidades artísticas, por exemplo, evoluíram no sentido de aprenderem a gerenciar expectativas criadas na equipe e a realizar entregas que, acima da excelência artística, também fossem coerentes com o contexto escolar e se provassem possíveis de serem executadas com a verba (zero) e o tempo limitado.

 

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