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Quais os benefícios do Período Ampliado?

Escolas oferecem segurança e profissionais preparados para garantir o bem-estar das crianças

Em muitos momentos, conciliar o cuidado com os filhos com a jornada de trabalho pode ser um desafio, afinal, é cada vez mais comum todos na família trabalharem fora. Dentro dessa realidade, é preciso encontrar uma maneira das crianças serem cuidadas em um local seguro e por pessoas de confiança. Existem opções que vão desde procurar uma babá até escolher uma escola que ofereça o período estendido.

De acordo com a psicopedagoga Isabel Parolin, a segunda opção é a que mais traz benefícios para o desenvolvimento do aluno. “Optar por um local com profissionais preparados é uma necessidade primordial para a formação do sujeito”, ressalta. Questões como segurança, busca por um ensino completo e aulas extras são alguns motivos para deixar os filhos mais tempo na escola.

Uma realidade cada vez mais comum

Dados do Censo Escolar 2017, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que a educação em tempo integral no Brasil cresceu nos últimos anos. O percentual de alunos passou de 9,1%, em 2016, para 13,9%, em 2017.

No Brasil, no entanto, essa opção ainda não é encarada com naturalidade pelas famílias. Porém, Isabel lembra que a jornada integral é uma realidade em muitos países e uma tendência que veio para ficar. “Hoje, com o tipo de vida que temos, morando em apartamentos, as crianças ficam nas mídias sociais e se relacionam muito pouco. Na escola, existe a possibilidade de estabelecer relações de qualidade”, afirma a psicopedagoga.

Desenvolvimento de competências

Espaços de aprendizagem que acontecem a partir do desejo da família, da pertença da criança e do seu engajamento são algumas qualidades que os períodos estendidos podem oferecer. As atividades podem passar pelas diferentes inteligências e competências socioemocionais, ou seja, brincadeiras, jogos, atividades reflexivas e de atenção plena. Também é uma oportunidade de trabalhar a empatia, a cooperação, a solidariedade e questões relacionadas à consciência de si, do outro e do contexto.

“Nas brincadeiras e no âmbito relacional, a arte pode ser um disparador para a reflexão, que nos faça pensar na vida, sobre qual é o nosso lugar no mundo e quais são os nossos objetivos”, afirma. Assim, completa, é possível construir um sujeito íntegro nas diferentes visões do ser humano.

 

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