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O que são as gerações X, Y e Z e como lidar com cada perfil

É fato que gostamos de dar nomes às coisas, apelidar, mas muitas vezes não paramos para pensar no significado delas. Quando chamamos gerações inteiras de futuros cidadãos por letras, como geração X, Y e Z, limitamos um universo de potenciais a uma ordem alfabética carregada de preconceito.

Quase que diariamente textões passam por nossas timelines julgando e reprimindo o comportamento social e profissional de estudantes, recém-formados e até mesmo a geração que se encontra há anos no mercado de trabalho. Quando aceitamos essas críticas e os padrões que são impostos, permitimos que muitas oportunidades se fechem nos diferente ambientes de trabalho.

As gerações e suas características
Afinal, você sabe as características que definem as gerações X, Y e Z? Vamos aos pontos:  

Geração Baby Boomers
Antes de falar sobre as gerações X, Y e Z, a primeira nomenclatura foi dada a geração Baby Boomers, pessoas nascidas entre 1940 e 1960,  que começam a se aposentar. Esse nome foi dado justo pela explosão demográfica causada com o fim da Segunda Guerra Mundial.

Geração X
Filhos dos Baby Boomers, a Geração X nasceu entre 1960 e 1980. A formação foi muito influenciada pela programação da televisão. São conhecidos por serem auto-suficientes, por priorizar trabalhar com flexibilidade e criatividade, do que somente por dinheiro ou status, e buscam através do trabalho a realização dos desejos materiais e pessoais.

Geração Y
Também chamados de Millennials por nascerem próximo a mudança do milênio, a Geração Y cresceu em meio ao avanço econômico dos anos 1990 e é apontada como realista e por ter um interesse maior pela autonomia no trabalho.

Geração Z
Esta geração nasceu usando a internet. É extremamente conectada, mais realista e tão exigente quanto geração anterior, e tem um grande senso de responsabilidade social e ambiental.

E o que podemos fazer para melhor receber, conviver e aprender com tantas mentes aspirantes a qualquer tipo de poder?

Podemos começar por reconhecer que precisamos de talentos, e as mudanças positivas acontecem por causa de pessoas talentosas. Pense em todos os grandes descobridores, renomados cientistas, filósofos, artistas que usaram seus talentos para nos dar o conforto e a tecnologia que temos acesso hoje. Analise como cada ídolo pop começou sua carreira, como cada grande estrela de cinema conseguiu seu primeiro grande papel. Todos acreditaram e apostaram em seus dons. Estas mentes brilhantes puderam focar em seu único talento que de tão forte, o fez persistirem nos seus sonhos, que para muitos, soavam como bobagem ou rebeldia.

A grande verdade é que não podemos ser bons em tudo. Nunca fomos, não somos e nunca seremos e não precisaremos ser!

É impossível falarmos de empreendedorismo sem falar de talentos. E para formarmos uma geração empreendedora, sem medo e com vontade e força suficientes para fazer deste um mundo muito melhor, precisamos reconhecer seus talentos.

Precisamos analisar, ainda na adolescência, as nossas habilidades. Aos pais cabe observar, escutar e se  interessar pelos dons que os filhos trazem consigo, até mesmo desde a infância. Estes dons podem não ser visualmente fáceis de reconhecer, mas toda criança e adolescente se esforça incansavelmente para serem aceitos como são, e são nos momentos mais rotineiros, de relacionamento familiar, que os talentos se apresentam, muitos inclusive, dependem do estímulo constante dos pais. E o estímulo vem, também, de oferecer espaços-tempo de expressão para as crianças e adolescentes – um dos pontos que apareceu durante a pesquisa etnográfica realizada com os alunos Maristas. Veja aqui:

As histórias de vida de Michael Jackson, Beyoncé e das irmãs tenistas Venus e Serena Williams são somente alguns de vários exemplos de como o esforço e dedicação podem elevar um simples dom em algo muito maior do que se pode imaginar.

O ambiente escolar está cada vez mais se preparando para acolher alunos que sonham viver todos os anos de sua vida adulta através de seus talentos. As inteligências múltiplas, como chamamos na pedagogia, nada mais são que um sinônimo mais científico para a palavra “talento”.

Um assunto que veio à tona nos anos 80 com o psicólogo norte-americano Howard Gardner, e que se mantém inovador até hoje, pelo simples fato que de que talentos nunca envelhecem, eles nunca ficam ultrapassados.

Com as mudanças de gerações, as organizações vêm buscando novos perfis de profissionais que demonstrem melhor suas habilidades e que estejam engajados com os novos desafios do mundo atual. Portanto, para que as empresas se adequem a essas mudanças comportamentais é fundamental gerir os profissionais de forma a motivar, valorizar, reconhecer, manter e reter seus talentos com técnicas diferentes de treinamentos e compensações. 

Colaboração para incentivar o talento
Quando a comunidade escolar se une para dar espaço aos dons dos alunos, todas as relações de reciprocidade, noções de motivação e principalmente, os resultados, melhoram de forma significativa. Em países-modelo, como a Finlândia é cada vez mais comum que os alunos escolham e controlem o próprio currículo escolar com base em seus talentos, no que cada um pode fazer de melhor, para que juntos, um completando o outro, eles alcancem níveis elevados de maturidade acadêmica, consciência social e política, e por fim, sucesso profissional. Todos aprendem e se beneficiam no sentido mais puro e prático da palavra “colaboração”.

Da passividade à autonomia, do individualismo à personalização, da ideia à inovação, todo processo de evolução é marcado por uma transição. E este é o momento de ir além das letras que nomeiam gerações e gerar talentos, gerar ação a partir de dons carregados de paixão e por sede de mais conhecimento e aprimoramento.


Independente de qual for sua geração…
Não existe conhecimento mais importante do que aquele que gostamos e que sabemos fazer bem. E não existe transição mais sábia do que a de transformar uma geração de talentos em uma geração de valor!

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