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Como lidar com as mudanças de rotina na Educação Infantil

Crianças precisam de um tempo de adaptação para assimilar novos hábitos


Mudanças sempre precisam de algum tempo para adaptação. Seja para uma nova casa, escola, a chegada de um irmão ou até mesmo o término do horário de verão. Crianças pequenas gostam de rotina e se apegam a figuras de referência, por isso, quando há novidades no cotidiano, é preciso acolher os seus sentimentos de estranheza e ter muita paciência.

“Sempre que acontece uma mudança na vida de uma criança, ela deve ser gradativa. Principalmente para as crianças pequenas, que precisam primeiro assimilar as coisas”, diz a psicóloga Queila Abigail Luz Trojak.

Mudanças podem causar irritação

As reações que a mudança de rotina pode causar variam de criança para criança e, em especial, dependem da idade. Por volta dos 7 anos, elas geralmente conseguem compreender melhor a nova realidade – antes disso é mais difícil, e cada uma vai liberar sua angústia de uma maneira: seja na birra, na irritação ou na falta de apetite. O que vai fazer a diferença é a maneira como os pais enfrentam a nova rotina.

Para facilitar a adaptação, os pais podem lançar mão de algumas técnicas que ajudam nessa transição. Para o início do ano escolar, por exemplo, é possível estabelecer o hábito de levantar mais cedo gradativamente, ou seja, acordar as crianças 15 minutos mais cedo a cada dia. Assim, aos poucos, os filhos estarão acordando 1 hora antes do horário com o qual se acostumaram nas férias, sem sentir muito impacto.

Alteração de horário impacta na rotina

Além de mudanças de casa ou escola, o término do horário de verão também gera uma reação que impacta diretamente a rotina. Com os dias mais longos no horário de verão, existe mais tempo para brincar ao ar livre e aproveitar a presença dos pais no final da tarde. Com o retorno ao horário comum, esse tempo é diminuído e as crianças podem sentir falta.

Queila lembra que para qualquer mudança é necessário um período de 7 dias para se adaptar. Isso acontece, explica a psicóloga, por uma questão de conexão neuronal, que muda a cada fase do desenvolvimento, e implica em um maior tempo para assimilar modificações. Compreendendo cada fase da criança e com paciência para lidar com a transição, o processo ficará mais fácil para a família como um todo.

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