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Como o espaço físico influencia a aprendizagem?

Projeto arquitetônico interfere diretamente na qualidade e desenvolvimento das atividades na escola

Quando os pais escolhem em qual escola o filho vai estudar, uma lista de fatores é considerada, entre eles, geralmente figuram a proposta pedagógica, a localização e as atividades propostas no currículo. Porém, tão importante quanto esses aspectos está o projeto arquitetônico e a sua influência para o aprendizado. Afinal, a formação do aluno depende não apenas do professor e do material didático, mas também do espaço que ele frequenta, que deve ser não só acolhedor, mas também proporcionar praticidade e conforto para os estudantes.

O cuidado transcende os metros quadrados da sala de aula. Um projeto arquitetônico escolar de qualidade deve levar em conta fatores que vão desde a concepção arquitetônica dos ambientes até o paisagismo e altura do mobiliário adequada para cada faixa etária. “A estrutura dos espaços deve proporcionar interesse, dar condições de desenvolvimento e aprendizado”, avalia a arquiteta do Grupo Marista, Marjorie Suider.

Marjorie ressalta a importância de os mobiliários serem ergonômicos, dando condições de uso adequado para alunos e professores e evitando problemas de saúde futuros. Além da atenção com as estruturas de aprendizagem, ainda é importante proporcionar espaços de lazer, que influenciam não somente o bem-estar, mas também contribuem para o estímulo de convívio social.

Quando pensamos em uma estrutura escolar, é importante perceber se ela está alinhada com a proposta pedagógica, se os espaços possibilitam colocar as propostas em prática e se oferecem sensação de acolhimento. Outro fator essencial é garantir a flexibilidade, afirma a arquiteta, possibilitando que os ambientes sejam versáteis, permitam mudanças e novas propostas de uso.

Para proporcionar harmonia e funcionalidade, outro aspecto que interfere diretamente no projeto são as cores e a luminosidade. “O nível de luminosidade tem influência direta no desempenho de professores e alunos, uma vez que grande parte das informações vem de estímulos visuais”, diz Marjorie. Ela ressalta que um projeto luminotécnico coerente é fundamental para a qualidade do ensino.

Outro artifício de ambientação que proporciona sensação de acolhimento é a cor dos ambientes e do mobiliário. Nesse caso é importante que haja um equilíbrio, já que a sua função da cor a ser utilizada vai além da estética, influência no aspecto físico, cognitivo, psíquico e enriquece a arquitetura. “No caso de ambientes escolares, onde é necessário estimular a atividade cerebral, usa-se tons mais quentes. Já para provocar o relaxamento, são selecionados tons mais frios”, explica Marjorie.

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