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De onde vêm os alimentos?

Cultivar uma horta é oportunidade para as crianças comerem melhor e aprenderem sobre ciclos de vida e respeito à natureza

Muitas crianças costumam passar pela fase em que rejeitam alguns alimentos, principalmente verduras e legumes. É de conhecimento entre os pais que obrigar os filhos a comer não resolve a questão, ao contrário, às vezes até piora. Uma boa maneira de incentivar o consumo variado é cultivar uma horta, contando com a participação das crianças ao semear, regar e colher os alimentos.

Segundo a nutricionista Natalia Chede, cuidar de uma horta e acompanhar o crescimento das plantas ainda gera conhecimento sobre os ciclos da vida, respeito à natureza e entendimento de como surgem os alimentos. “Observar que uma sementinha tem todo o potencial de vida de se tornar uma planta, uma árvore é uma experiência muito rica”, considera.

Conhecer para se interessar

Cuidar, colher e ajudar a preparar uma refeição pode ajudar as crianças a se conectarem com os alimentos e ter vontade de experimentá-los. Natália afirma que quando a criança está envolvida nesse processo, se vincula de outra forma com a comida, principalmente com os vegetais, que geralmente apresentam maior resistência ao consumo.
Além de promover a compreensão de como é o ciclo de crescimento das plantas, se envolver com o plantio gera uma maior valorização da comida, consciência alimentar e reconhecimento do trabalho de quem o produz. Afinal, hoje a maioria das famílias recorre a supermercados para fazer compras, e as crianças têm cada vez menos contato com a origem dos alimentos.

Plantar em vasinhos

A nutricionista reconhece que boa parte da população não tem acesso a espaço suficiente para fazer uma horta que dê conta de produzir em quantidade. Porém, lembra que esse não precisa ser um empecilho para cultivar algo. “Mesmo em apartamentos, é possível ter alguns vasinhos com temperos, por exemplo”, sugere.
Desta forma, é possível vivenciar a experiência de colher o que plantou, que além de ser uma prática sensorial, é extremamente enriquecedora para o desenvolvimento infantil. “Um alimento fresco, orgânico e colhido na hora é muito mais nutritivo e saboroso”, ressalta Natália.

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