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Estimulando a alimentação saudável das crianças

O ideal é iniciar o apoio já na primeira infância, fase onde se estabelece a formação dos hábitos alimentares

Quem tem filhos sabe que oferecer alimentos saudáveis que agradem ao paladar das crianças nem sempre é tarefa fácil. Mas estabelecer, desde cedo, uma rotina que inclua ingredientes variados, frescos e integrais é um primeiro passo para não sofrer com a alimentação das crianças. Afinal, oferecer uma alimentação rica e variada ajuda no amadurecimento psicológico e físico, respeitando as peculiaridades de cada fase do desenvolvimento.

“Os hábitos alimentares são formados por uma complexa rede de influências genéticas e ambientais”, explica Cyntia Leinig, nutricionista e professora do curso de Nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Ela diz que existe predisposição genética para se gostar ou não de determinados alimentos e diferenças na sensibilidade para alguns gostos ou sabores herdados dos pais.

A formação dos hábitos alimentares é uma construção que se inicia ainda bebê e se estabelece entre 2 e 3 anos de idade. “Assim, desde muito cedo podemos incentivar a criança a gostar de alimentos mais saudáveis, ou não, dependendo das condições que oferecemos a ela”, afirma Cyntia. Além dos pais, a escola ocupa um lugar importante nessa questão. “É onde os programas de educação e saúde podem ter sua maior repercussão, beneficiando os alunos na infância e na adolescência”, afirma a nutricionista.

Tatiana Salomão, coordenadora do Marista Idiomas, é mãe de Helena, de 3 anos, matriculada no Ensino Infantil do Marista Anjo da Guarda. Ela conta que em casa, tenta sempre manter uma alimentação, se não totalmente saudável, pelo menos balanceada. “Usamos sempre o exemplo. Meu filho mais velho e eu comemos muitas verduras, legumes e frutas. Com isso, a Helena aprendeu a pedir por eles nas refeições”, conta.

Incluir a criança no processo de escolha dos ingredientes e oferecer formas variadas de preparo pode incentivar o interesse em experimentar. Tatiana adota esse método e garante que funciona. “Ela prova o mesmo alimento várias vezes, feito de maneiras diferentes. Não gostou da batata doce cozida? Vamos ver se na sopa fica melhor”, diz. O resultado é que Helena adora brócolis, couve-flor e tomates. “Temos o maior prazer de ver a Helena comer”, comemora a mãe.

Para ter sucesso na escolha dos alimentos a se colocar na lancheira, uma sugestão é selecionar o que a criança gosta, dosando nutrientes essenciais para a idade. “O ideal é um alimento do grupo dos cereais, como pão ou um bolo caseiro, cereais, como aveia, oleaginosas (castanhas, amêndoas, etc) e uma fonte de laticínio, que podem ser leite ou iogurte. Para a bebida, uma ótima opção é suco natural de uma fruta da estação que a criança goste”, aconselha a nutricionista.


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