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A importância do material didático no ensino

Instrumentos pedagógicos são fundamentais no processo de aprendizagem

Existem diversos meios de educar. A educação formal, adquirida na escola, adota uma variedade de materiais didáticos, onde cada um atua de uma forma específica, mas com uma intenção em comum: fortalecer a aprendizagem. Esses instrumentos pedagógicos são fundamentais na função de orientar e amparar o projeto da escola e o planejamento o professor.

O que é um material didático?

O material didático pode ser definido como instrumento e produto pedagógico utilizado em sala de aula, elaborado com finalidade pedagógica. Atualmente os materiais didáticos abrangem diferentes linguagens e meios, sejam físicos e/ou digitais, constituindo uma das principais fontes de conhecimento que passa por curadoria e chancela. Isso possibilita qualidade conceitual e adequação à fase de desenvolvimento dos estudantes.

A ideia é que o material didático não seja utilizado como um fim em si mesmo, e sim como um dos meios que contribuem para a aprendizagem significativa dos alunos,
conforme explica a diretora adjunta de Didáticos da FTD Educação, Silvana Rossi Júlio. “É sobre essa base que o professor deve tecer o processo de aprendizagem,
considerando os conhecimentos prévios dos alunos e possibilitando situações dinâmicas e desafiadoras que os levem a desenvolver competências e habilidades relacionadas aos seus contextos culturais”, explica.

Uso do material didático virtual

Nesse contexto, o material didático virtual complementa e dialoga com a versão impressa. Ele contribui com diversos recursos e amplia a possibilidade de reflexão e aprofundamento de alguns aspectos do conhecimento ao favorecer uma construção não tão linear. No entanto, Silvana ressalta que o desenvolvimento das possibilidades digitais não se limita a essa relação. Por meio de e-books, audiolivros, plataformas de aprendizagem adaptativa, gamificação, realidade virtual e comunidades colaborativas é possível personalizar os itinerários de aprendizagem às necessidades de cada aluno.

Material didático como estratégia de ensino

As características dos materiais geralmente estão ancoradas nas opções teórico- metodológicas utilizadas como estratégica didática. “Apesar de terem em comum a preocupação com o momento de desenvolvimento dos alunos, muitas são as linhas de abordagem e concepções de como o estudante aprende e desenvolve suas competências”, lembra a diretora. Sendo assim, há uma diversidade de soluções educacionais para cada segmento, cada um tendo seus próprios desafios, como o desenvolvimento da linguagem e o controle psicomotor na Educação Infantil, o processo de letramento e alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental ou a aquisição de uma maior autonomia e pensamento crítico nos anos finais do Ensino Fundamental. O Ensino Médio não fica atrás, tendo como desafio, por exemplo, o desenvolvimento das competências do século 21 para os jovens que logo escolherão suas carreiras profissionais.

Como adaptar o material didático à personalidade de cada aluno?

O grande desafio dos professores é compreender o que cada aluno sabe e é capaz de fazer sozinho, o que está em processo de aquisição e o que ele ainda não sabe. Tendo clareza desse contexto, reforça Silvana, poderá utilizar o material didático com maior dinamismo e segurança. A partir disso, será possível fazer o planejamento das aulas com diferentes desafios e trajetos de aprendizagem, contemplando a realidade heterogênea comum em qualquer sala de aula.

Material didático e prática docente

“Mais do que possível, é necessário que os materiais didáticos ganhem vida e sejam orquestrados pelos professores com o objetivo de compor diversas músicas e ritmos”, afirma Silvana. Por isso, explica a diretora, cada vez mais são compostos por diferentes complementos, como cadernos de atividades, projetos, atividades interdisciplinares, sequências didáticas e outras metodologias ativas e digitais que possam agir como arcabouços para essa construção.

Para adquirir conhecimentos, Silvana enfatiza que não é preciso que os alunos passem por tudo, ao mesmo tempo e com a mesma complexidade e sequência. “A neurociência tem nos mostrado claramente que as pessoas aprendem de forma e em ritmos diferentes”, lembra. Também se faz necessário que as escolas comuniquem os familiares dos alunos sobre os recursos e os caminhos utilizados por cada jovem neste processo de desenvolvimento. “O aprendizado é dinâmico, vivo. Quanto mais a comunidade escolar como um todo estiver envolvida, melhores serão os resultados”, finaliza.

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