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Antes de escolher a escola, é importante conhecer a metodologia

Linhas pedagógicas se diferenciam pela forma de abordar as práticas educacionais

Muitos aspectos devem ser considerados quando chega o momento de procurar uma escola para os filhos. Além da localização e preço, itens que pesam na escolha, é importante avaliar a metodologia adotada pela instituição. A linha pedagógica define a forma com que o aluno vai aprender e como será estabelecido o cotidiano escolar, aspectos que devem estar alinhados com a cultura e os costumes da família. A metodologia estabelece o tipo de relações que a escola vai construir na relação com o aluno e a família. A linha pedagógica também é responsável por nortear a maneira com que se dará a aprendizagem. Vai determinar, por exemplo, se o professor será a figura central que transmite os conteúdos, ou se a aula acontece em um formato mais ativo, com os assuntos partindo do interesse dos alunos.

Como escolher?

Para que essa escolha seja mais assertiva, os pais devem se informar com antecedência e procurar conhecer qual metodologia se encaixa melhor ao que eles acreditam e praticam em casa. Para evitar conflitos neste sentido, a psicopedagoga Isabel Parolin aconselha a família a se inteirar sobre a metodologia da escola.

Assim, se os pais optam por uma escola mais disruptiva, que preza pela autonomia, mas em casa fazem interferências no processo de aprendizagem, quem sai prejudicado é o aluno. Já as escolas diretivas vão exigir mais disciplina e direcionamento, sendo importante a família acreditar no que está sendo proposto. “A metodologia da escola precisa estar alinhada com a seguida em casa”, ressalta Isabel.

Confira algumas metodologias e escolha a que mais combina com a sua família:

Tradicional:

Esta predomina nas escolas brasileiras. O professor transmite conhecimentos e o aluno cumpre tarefas diariamente, passa por avaliações periódicas que buscam atingir uma nota determinada, e caso não a alcance, é reprovado.

Construtivismo:

Idealizado pelo psicólogo suíço Jean Piaget na década de 20, acredita
na construção do conhecimento pelo próprio aluno e no professor como mediador do
processo. Foca na construção do aprendizado, de forma dinâmica, a partir de
conhecimentos anteriores.

Montessori:

Criada pela educadora italiana Maria Montessori em 1097, defende que a
educação deve acontecer com base na evolução da criança. Utiliza seis pilares
educacionais: autoeducação, educação como ciência, educação cósmica, ambiente
preparado, adulto preparado e criança equilibrada.

Waldorf:

Fundamentada na Antroposofia, a metodologia foi idealizada por Rudolf
Steiner na Alemanha. A pedagogia procura integrar de maneira holística o
desenvolvimento físico, espiritual, intelectual e artístico dos alunos. Incentiva a
criatividade e a imaginação e o equilíbrio entre a atividade intelectual e a prática com
atividades que incentivam o pensar, o sentir e o agir.

Sócio-interacionista:

Criada pelo psicólogo bielo-russo Lev Semenovitch Vygotsky,
considera que a aprendizagem acontece a partir da interação do sujeito e a sociedade ao
seu redor – ou seja, o homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem. O
professor é um mediador e exerce o papel de incentivar avanços que não aconteceriam
naturalmente.

Pikler:

Desenvolvida pela médica húngara Emmi Picker, tem foco na educação infantil.
Se baseia no cuidado com a saúde física e no respeito pela individualidade de cada
aluno. Acredita no desenvolvimento pelo brincar livre, respeitando o ritmo de cada
criança. Experimentando, ela percebe que suas ações geram consequências e aprende a
lidar com isso de maneira natural.

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