Prática pode ser evitada. Confira cinco formas de conseguir terminar as suas leituras
Se você é um maníaco por livros e não resiste à tentação de adquirir cada vez mais títulos, mesmo sem perspectiva de tempo para cumprir esse propósito, saiba que essa compulsão não é apenas sua. O fenômeno é tão comum que já recebeu até mesmo um nome específico: Tsundoku. Esse termo japonês, que literalmente significa “pilha de livros”, é usado desde o século XIX, mas só se tornou famoso agora.
Afinal, o que é Tsundoku?
Vale salientar que o Tsundoku não se trata apenas de uma bibliomania (desejo de ter os livros). O ímpeto não é somente de acumular exemplares, mas de ter a intenção de realmente lê-los um dia. Os entraves para isso, no entanto, são diversos e incluem imediatismo, falta de tempo, ausência de planejamento e de disciplina e, em alguns casos, pouca experiência de fruição literária, isto é, falta de hábito de ler por prazer (sem a necessidade de ser uma atividade obrigatória).
Por que esse hábito está cada vez mais comum?
Há quem goste dos livros físicos e acumule muitos exemplares nas prateleiras. Porém, o Tsundoku não se aplica somente a essa modalidade de leitor. O comportamento de acumular pode acontecer também com os livros digitais.
Isso sem falar nas redes sociais, onde são compartilhadas muitas indicações de leituras, o que estimula ainda mais o interesse. Além disso, aplicativos como o Telegram permitem o intercâmbio entre leitores e o compartilhamento de downloads de obras disponíveis em domínio público.
Diante de tanta oferta, “cautela” deve ser a palavra de ordem, aconselha a professora de Língua Portuguesa do Colégio Marista Goiânia, Ana Paula Bacelar. Ela ressalta que alguns comportamentos podem evitar a prática do Tsundoku.
Confira 5 formas de evitar o Tsundoku e conseguir terminar as suas leituras:
- 1) Não seja precipitado:
Evite comprar por impulso. Avalie cada exemplar e a sua funcionalidade ou apelo para leitura. Se necessário, desative as notificações de lançamento e de promoção de e-commerce de livros. Na dúvida, diante de um acúmulo de “não lidos”, deixe as novas aquisições para outra oportunidade;
- 2) Estabeleça critérios e prioridades
Reconhecendo as demandas do dia a dia, reflita sobre a sua real possibilidade e genuíno interesse pela leitura. Priorize os livros que, de algum modo, atendem às suas pretensões (sejam elas de formação profissional ou de entretenimento, por exemplo);
- 3) Compartilhe:
Para os apaixonados por livros, eis um grande desafio: compartilhá-los. Leu um bom livro? Empreste-o. Quer novos títulos? Troque volumes com os amigos. Mude o foco da quantidade para a efetividade da sua biblioteca pessoal;
- 4) Doe livros:
Faça um levantamento dos livros que possui e desapegue! Repasse as obras já lidas e aquelas que, embora tenham chamado a sua atenção no passado, não estão nos seus planos imediatos de leitura. Há muitas bibliotecas públicas, instituições de ensino, associações e sede de projetos que utilizarão produtivamente os livros que estão agora empoeirados na sua prateleira;
- 5) Seja digital:
Mesmo considerando que o acúmulo, segundo o conceito de tsundoku, também se estenda aos ambientes digitais, sempre existirão ferramentas e recursos para transferência e arquivamento de e-books. Isso facilita a organização e a seletividade necessárias ao leitor efetivo.
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