Comportamento

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência: como abordar o tema com crianças

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Conversar sobre o assunto deve fazer parte do cotidiano da família

As datas comemorativas buscam mobilizar a sociedade sobre a importância da visibilidade a determinados temas, como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado no dia 03 de dezembro. Trazer esse debate à tona, de maneira natural, transparente e sem melindres é essencial, já que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência, ou seja, mais de um bilhão de pessoas.

Mesmo conscientes de que se trata de um tema relevante e que deve fazer parte do cotidiano da família, muitas vezes ainda é considerado um assunto tabu. Então, qual é a melhor forma dos pais abordarem esse assunto com os filhos? A resposta é simples: de forma natural, como outros assuntos que a criança tenha interesse, explica a especialista da área de Educação Básica do Grupo Marista, Regiane Ruivo.

“Porém, os pais não conseguirão falar de forma natural se eles não se libertarem dos seus preconceitos. Lembrando que os preconceitos são ensinados, ninguém nasce com preconceitos ‘inscritos’ no seu DNA”, explica. 

Como abordar o tema com as crianças?

Primeiramente, os pais precisam estar bem informados para orientarem seus filhos, por isso é importante existirem datas comemorativas e campanhas para as pessoas terem acesso a informações de qualidade. Falar sobre pessoas com deficiência deve ser um assunto que faz parte do cotidiano, e deve ser abordado sem receios. 

Ou seja, é preciso ter uma postura tranquila ao falar das deficiências, entendendo que é uma das possibilidades de ser e estar no mundo.

“Deficiência não é doença, é uma condição, uma característica”, lembra a especialista.

Confira dicas de livros que podem ajudar a trazer o tema para o cotidiano familiar:

Tudo bem ser diferente (Todd Parr)

Idade recomendada: 5 a 8 anos

O livro trabalha com as diferenças de cada um de maneira divertida, simples e completa, alcançado o universo infantil e abordando assuntos como adoção, separação de pais, deficiência física, preconceito racial, entre outros.

O silêncio de Júlia (Pierre Coran & Mélaine Florian)

Idade recomendada: 5 a 8 anos

Júlia é uma garota feliz, mas vive solitária. Pássaros cantam no jardim, mas ela não pode ouvi-los. Ela também não escuta o ronronar do gato, o latido do cachorro, a buzina dos carros, o ruído dos aviões. Júlia é deficiente auditiva. A chegada de seu novo vizinho, André, a deixa animada. Finalmente, terá um companheiro de brincadeiras. Mas será fácil essa aproximação?

Diversidade (Tatiana Belinky)

Idade recomendada: 10 anos

Os versos da autora mostram que não basta reconhecer que as pessoas são diferentes. É preciso respeitar as diferenças, seja no aspecto físico, no comportamento ou na personalidade. Essa diversidade está na cor da pele, na textura do cabelo, nos humores ou no temperamento, fatores que não tornam as pessoas melhores ou piores, mas diferentes, como todos os seres humanos.

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