Infância

Como incentivar o autoconhecimento na primeira infância

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Habilidade é essencial para lidar com os próprios sentimentos e com os desafios que se apresentam ao longo da vida

Autoconhecimento é a capacidade de entrar em sintonia com seus próprios sentimentos, pensamentos e ações. É também reconhecer que a maneira como você age afeta a si mesmo e aos outros. Internalizar esse aprendizado nem sempre é fácil, mas apresentar esse conceito para as crianças pode ajudar, e muito, com que elas aprimorem essa habilidade.

Desenvolver o autoconhecimento é importante para pessoas de todas as idades. Ajuda a ter sucesso em casa, na escola, no local de trabalho e nas relações com outras pessoas. É até listado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das 10 habilidades essenciais para a vida. 

Como ensinar autoconhecimento para as crianças?

Isso é possível por meio de práticas relacionadas à educação da interioridade como rodas de conversa, relaxamentos, emocionômetros, práticas de meditação, literatura sobre emoções e sentimentos. Ou seja, é importante privilegiar o campo de experiência: o eu, o outro e nós. 

É importante lembrar que o autoconhecimento não se desenvolve de uma só vez. Acontece com o tempo. O processo inicia quando as crianças começam a ser capazes de reconhecer e nomear suas emoções, pontos fortes e desafios, gostos e desgostos. Portanto, nada mais é do que uma aprendizagem, e pode não ser uma tarefa fácil, pois exige parar e se ouvir, o que nem sempre fazemos. 

“Quando, desde cedo, desenvolvemos tais práticas, se torna uma rotina, como acontece com os hábitos de estudo ou de alimentação”, esclarece a coordenadora da Educação Infantil do Colégio Marista Arquidiocesano, Márcia Nanaka.

Nesse sentido, o reflexo das aprendizagens relacionadas ao autoconhecimento inclui entender-se para poder lidar com o que se sente, com o que se faz, com os desafios que se impõe, acolhendo melhor a si mesmo e aos outros.  

Como inserir o autoconhecimento na rotina?

Situações de aprendizagem que buscam o desenvolvimento emocional e intelectual saudável das crianças, devem fazer parte da infância. Por meio destas situações, elas podem adquirir um repertório de atitudes que favorecem o equilíbrio e o bem-estar, essenciais para serem e viverem a realidade dinâmica, incerta e inconstante do mundo que se amplia para elas.  

No cotidiano em casa, as famílias podem incentivar as crianças a falarem sobre si e sobre o que sentem. A consultora de Interioridade, Márcia Oliveira, ressalta que não há emoção ruim, mas comportamentos em relação a ela que podem ser ruins.

“Não desviar o foco do que se sente e expressar emoções e sentimentos são formas de transcender os muros da escola e ampliar as vivências de interioridade”, afirma. 

Quando as crianças desenvolvem habilidades de autoconsciência, elas também são capazes de:

– Reconhecer seus pontos fortes e enfrentar desafios;

– Descobrem o que precisam fazer para completar uma tarefa;

– Conseguem entender e falar sobre sentimentos;

– Reconhecem as necessidades e sentimentos das outras pessoas, desenvolvendo empatia;

– Percebem como o comportamento deles afeta as outras pessoas;

– Desenvolvem uma mentalidade construtiva;

– São resilientes e dispostas a aprender com seus erros;

Como ajudar as crianças no processo de autoconhecimento, desde a primeira infância? 

A Educação Infantil Marista tem um papel fundamental de contribuir com o desenvolvimento das crianças por meio de experiências significativas. Nesse sentido, o Projeto Interioridade pretende oportunizar vivências em que as crianças possam conhecer-se, reconhecer-se e relaciona-se consigo mesmas e com os outros. 

Por que o autoconhecimento é importante no processo de desenvolvimento? 

Situações de aprendizagem que visam o desenvolvimento emocional e intelectual saudável das crianças, devem ser uma constante no repertório da Educação Infantil. Por meio destas situações, muitas crianças podem adquirir um repertório de atitudes que favorecem o equilíbrio e o bem-estar, essenciais para serem e viverem a realidade dinâmica, incerta e inconstante do mundo que se amplia para elas.  

O autoconhecimento auxilia em que sentido, em termos práticos? 

Seleção das situações de aprendizagem relacionadas à educação da interioridade: acolhidas, assembleias ou rodas de conversas, relaxamentos, emocionômetros, práticas de meditação, literatura sobre emoções e sentimentos. 

As práticas não são aleatórias elas estão apoiadas na Pedagogia Marista do Desenvolvimento da Integralidade dos Sujeitos, documentos de referência e também na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) documento que estipulou os direitos de aprendizagem e desenvolvimento e que estabelece a aprendizagem.

No projeto interioridade privilegiamos o campo de experiência: o eu, o outro e nós.  Autoconhecimento é aprendizagem, é prática, e pode não ser uma tarefa fácil, exige parar, se ouvir, o que nem sempre fazemos. Quando, desde cedo, desenvolvemos tais práticas, se torna uma rotina, como acontece com os hábitos de estudo ou de alimentação. Nesse sentido, e de forma bem concreta, será esse o reflexo das aprendizagens relacionadas ao autoconhecimento. Entender-se para poder lidar com o que se sente, com o que se faz, com os desafios que se impõe, acolhendo melhor a si mesmo e aos outros.  

Como inserir no cotidiano em casa rotinas que incluam atividades de autoconhecimento (e quais poderiam ser essas atividades)? 

A pedagogia marista entende e respeita a criança como singular (que difere uma da outra) suas hipóteses, seu processo de construção do conhecimento por meio das interações que estabelece com o outro e com o meio que está inserida. Nesse sentindo, é importante a família acompanhar o percurso das propostas do colégio para que a construção, seja complementar e compartilhada, um trabalho conjunto da família e da escola 

As  atividades vivenciadas na escola podem ser retomadas em casa, as crianças adoram reproduzir jogos, brincadeiras e vivências com sua família, e essa é uma forma de estender as aprendizagens da escola para casa. No Projeto, temos as atividades de registro, que por meio delas, crianças e família podem se comunicar. 

Também é essencial que, no cotidiano, as famílias incentivem as crianças a falarem sobre si o sobre o que sentem, não há emoção ruim, mas comportamentos em relação a ela que podem ser ruins. Não desviar o foco do que se sente, expressar emoções e sentimentos, são  formas de transcender os muros da escola e ampliar as vivências de Interioridade. 

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