Infância

Escrita cursiva: qual é a melhor forma de ajudar as crianças?

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Em tempos de pandemia, pais podem propor brincadeiras para envolver as crianças no processo de escrever

Ao observar a cidade, fachadas de lojas, restaurantes, supermercados e mobiliários urbanos percebemos que a letra de forma é a mais usada. Isso também acontece no meio virtual. Diante disso, como envolver as crianças na escrita cursiva? De que forma podemos trazer para o cotidiano delas esse tipo de traçado, desenvolvendo uma relação afetiva com as letras?

“O processo de assimilação do novo tipo de traçado acontece gradualmente, respeitando o desenvolvimento de cada criança”, explica a professora do Ensino Fundamental – Anos Iniciais do Colégio Marista Santa Maria, Vanisse Maria Rodrigues Alves.

Normalmente por volta dos seis anos, a criança já desenvolveu aspectos corporais importantes no desenvolvimento que permitem que ela faça essa transição de forma mais tranquila.

Enquanto a letra de forma, por ser isolada, permite compreender onde começa uma e termina outra, a cursiva é emendada, característica que exige um processo de leitura e escrita mais fluente. O aprendizado da letra cursiva define o tipo de escrita de cada criança, colocando a sua personalidade no traçado.

Como os pais podem contribuir para o aprendizado?

Para que esse aprendizado seja prazeroso, é aconselhável investir em ferramentas lúdicas, que ensinem por meio da brincadeira. Em época de pandemia, com as atividades escolares sendo feitas em casa, o pais podem propor diversas brincadeiras para envolver os filhos no aprendizado da escrita cursiva.

Brincar de escrever no box durante o banho, aprender o nome dos familiares e animais de estimação e ajudar a fazer a lista de mercado são algumas sugestões. É possível, ainda, deixar sempre à vista um quadro com os diferentes tipos de letra, para aproximar o traçado cursivo do cotidiano da criança. Para desenvolver a parte motora, atividades de coordenação motora fina, como brincar de massinha, argila e fazer bolinhas de papel, ajudam no processo de uma forma lúdica e brincante.

O que não vale, é obrigar o filho a escrever

“É importante que esse processo seja instigante e curioso, não uma obrigação. Respeitar o ritmo de cada criança é essencial”, aconselha.

Neste sentido, os pais precisam se tranquilizar também quanto aos erros de ortografia, que são comuns e fazem parte de um longo caminho de aprendizado. Às vezes, quando a criança está cansada, pode errar mais, por isso é importante fazer pausas para brincar e relaxar.

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