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Pilares da Educação: aprender a fazer

Um dos pilares da educação divulgados pela Unesco é Aprender a Fazer. A habilidade cognitiva é comprovadamente mais bem desenvolvida se associada à experiência. E todo processo educativo deveria ser pautado na prática e na colaboração entre os aprendizes.

Uma das formas mais eficazes de oferecer um ambiente propício à experimentação, à tentativa e erro, é onde os jovens colocam todo o conteúdo em prática e aprendem a tomar decisões baseadas em objetivos específicos, de preferência definidos por eles mesmos. É fomentando a boa comunicação entre todos os agentes envolvidos no processo de ensino-aprendizagem.

Quando o aluno pode expor suas ideias de forma adequada, buscando uma participação protagonista nos projetos educacionais, ele consegue agir a favor da resolução de um problema. Problema este que pode receber soluções criativas para a comunidade onde o aprendiz está inserido, inclusive com repercussão mundial, além dos muros da escola e das barreiras sócio-políticas que desencorajam tantas mentes brilhantes.

Os quatro pilares da educação

Outro fator muito positivo gerado por este cenário rico em experiências, é a resiliência estratégica desenvolvida nos alunos. Os nossos jovens perderam, de alguma forma, a habilidade de tentar, de arriscar, de errar e de recomeçar. E esta falta de atitude empreendedora pode aprisionar ainda mais as potencialidades juvenis, impedindo o constante progresso social, econômico e político tão necessário a nós e às gerações futuras.

Paradigmas precisam ser quebrados, correntes precisam ser destruídas, cortinas precisam ser abertas. Mas para isto é preciso coragem! A mesma coragem que nos faz, quando ainda crianças, levantar com os joelhos sangrando depois dos sucessivos tombos de bicicleta após nossa iniciação como ciclistas, pois ainda estamos motivados a nos superar e vencermos este desafio. A coragem que os grandes cozinheiros precisam ter para tentarem fazer novamente aquele prato que os fez queimar e cortar seus dedos por dias e dias seguidos. A coragem de aprender com os erros, mas principalmente, por aceitar que os erros são essenciais para a experiência.

Enquanto os jovens aprendizes não conseguem sentir a sensação de euforia ao utilizar os fatos matemáticos em sua vida diária, seja ao comprar figurinhas para seu álbum de futebol, seja para dividir seus doces de Páscoa com os amigos, a disciplina matemática por si só não é considerada importante, e muitas vezes, é rejeitada pelo aluno. O mesmo acontece quando não se tem a oportunidade de utilizar as diferentes tipologias textuais para criar um blog ou contribuir com uma comunidade wiki, fazendo com que as aulas de português sejam sinônimo de impaciência e ineficácia.

Principalmente nos dias atuais, em que todos têm acesso a qualquer conteúdo que antes só era disponível dentro das escolas e dos livros didáticos, a informação por si só perde completamente sua utilidade se não colocada em prática. Através da experiência, o cérebro humano transforma o indivíduo, o qual consegue reconstruir a si mesmo e à sua realidade, processo este que dá completo significado ao aprendizado, à educação.  

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