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Pilares da Educação: aprender a ser

O desenvolvimento cognitivo depende diretamente da qualidade do processamento das informações em resposta aos estímulos do ambiente. Como indivíduos, aprendemos a pensar e avaliar diferentes formas de cumprir uma tarefa social, o que resulta na expressão de uma habilidade específica. Isto quer dizer que a maturidade cerebral é altamente beneficiada pela nossa capacidade de adaptação humana. Somos seres evolutivos, sobrevivemos até hoje por nossas habilidades de superar as dificuldades que nosso ambiente e sociedade nos apresentam diariamente.

Desta forma, quando investimos no aprendizado do ser como processo contínuo, estimulamos a maturação da região frontal do nosso cérebro, a qual é responsável pelo controle de nossas condutas, de nossas ações e atitudes. Este autocontrole é capaz de gerar capacidades enormes de iniciativa, criatividade, perseverança, tolerância e ética. Somos seres essencialmente sociais, mas precisamos primeiro aprender a sermos indivíduos para que possamos contribuir para a sociedade.

É sobre isto que outro pilar da educação pela Unesco trata – Aprender a Ser. Quando nos reconhecemos sendo, reconhecemos também nosso espaço dentro de um conjunto social maior. Temos mais consciência do que somos capazes de fazer, até onde podemos ir e o que podemos produzir. Esta consciência ajuda na construção da autoestima e confiança tão necessária para todos os aspectos de nossas vidas. Desta forma, começamos a nos responsabilizar por nossas decisões e atos, e seu impacto no coletivo. Tudo isto é parte de uma longa jornada nada fácil, mas recompensadora.

os quatro pilares da educação

Aprendermos a ser com o exemplo de nossos pais, de nossos cuidadores, de nossos professores e, hoje em dia, nossos ídolos e influenciadores. Nunca tivemos tanta influência exterior como agora, através da tecnologia e das redes sociais. Há tantas formas de ser presentes no cotidiano de nossas crianças e adolescentes, mas quase nada se fala, discute  sobre elas. Será que estes estímulos estão sendo filtrados de forma crítica pelos estudantes? Ou será que tanto estímulo acaba favorecendo a apatia do vir a ser?

É preciso não só dar espaço a construção do ser, mas também acolher as diferentes formas de ser. A inclusão social é a única esperança de conseguirmos viver num mundo mais justo e pacífico. Deve haver sempre oportunidades incessantes de construção do ser nas escolas, desde a educação infantil até a pós-formação acadêmica, visto que nunca deixamos de nos reconstruir, a vida em si é um ciclo de reconstrução, recomeço, reformulação do ser.

Muitos dos nossos medos e limitações são fruto de um ser imaturo, um ser que não reagiu ao mundo e ao ambiente, um ser que não se desenvolveu e estará sempre à mercê da vontade alheia, da iniciativa de outro para que algo aconteça em nossa vida. Sem um ser em constante reconstrução, perdemos as rédeas de nossa vida, deixamos de gerir nossas emoções, pensamentos e atitudes, e somos brutalmente atingidos por tudo o que acontece ao nosso redor.  

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