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Você sabe lidar com o choro das crianças?

Tentar compreender a sua causa e o que o filho quer comunicar por meio dele é um bom começo

O choro das crianças é um dos fatores que mais desestabilizam os pais. Muitos tentam aplacá-lo pedindo “pare de chorar, por favor”, ou então acabam se curvando aos pedidos do filho com a justificativa de que “fiz isso para ele parar de chorar”. Porém, antes de fazer qualquer coisa para que o choro cesse, é preciso entender a sua causa e o que a criança quer comunicar por meio daquelas lágrimas.

Uma das primeiras formas de expressão do ser humano, chorar faz parte do desenvolvimento. Quando chora, o bebê comunica uma diversidade de sentimentos e necessidades. Com o passar do tempo, as lágrimas dão lugar à fala, mesmo assim o choro continua presente como uma importante forma de comunicação durante toda a vida.

É preciso acolher a criança que chora

Independentemente de qual for a situação e a idade do filho, os pais sempre devem acolher o choro. É o que afirma a psicopedagoga Isabel Parolin.

“É uma manifestação que precisa ser respeitada e compreendida pela família. O fato é que o choro não pode ser temido.”

Quando falamos de choro de criança, compreender porque ele se manifesta depende de muitos fatores, inclusive a idade. Aos dois anos, por exemplo, possivelmente existam mais episódios do que aos quatro, porque quanto mais nova, mais difícil é comunicar verbalmente o que sente, pensa e não entende.

“Ela chora para ser acudida, porque precisa de um mediador que faça uma leitura da situação e a auxilie a compreender o que está acontecendo.”

Demonstrar empatia e compreensão

Porém, é preciso entender que acolher não significa atender a todas as demandas do filho, sem filtro. Se a criança quer comer chocolate antes do almoço, não quer dormir ou reluta em tomar banho, e tenta conseguir essas coisas por meio do choro, os pais devem tentar negociar por meio da conversa. Uma forma de agir nesse momento é demonstrar empatia com o que a criança está sentindo, e explicar o motivo de precisar fazer algumas coisas, mesmo que ela não queira.

Desta forma, a criança vai se sentir melhor e a tendência é que se acalme. Também é importante buscar compreender o que esse choro quer dizer e dar um direcionamento para isso. Quando o filho ainda é pequeno e não consegue se expressar pelas palavras, o melhor é acolher. Se ele já é um pouco maior, é possível conversar e o incentivar a falar sobre o motivo de ter chorado. É importante lembrar que o choro não deve ser motivo de barganha, ou seja, é preciso deixar claro que não é por meio do choro que a criança vai conseguir o que quer.

Quando a criança é ouvida e cuidada, ressalta a psicopedagoga, a tendência é que consiga identificar o motivo do choro.

“Nada melhor do que chorar quando a emoção é muita e precisamos extravasar.”

 

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