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Xadrez trabalha aspectos emocionais e cognitivos

Jogo de tabuleiro proporciona desenvolvimento pleno do cérebro das crianças

Um dos jogos de tabuleiro mais antigos do mundo, o xadrez tem ocupado cada vez mais espaço nas escolas. E não é para menos. A prática desenvolve habilidades como memória, concentração, planejamento e capacidade de tomar decisões, atribuições que integram as competências do século 21, um conjunto de comportamentos e aptidões que preparam os alunos para o futuro.

O xadrez trabalha a concentração, a memória de curto, médio e longo prazo, o foco e a concentração, favorecendo o raciocínio lógico geral e de resolução de problemas. Se trata ainda de um jogo que abrange uma extensa faixa etária. “Com quatro ou cinco anos as crianças já podem aprender a mexer as peças”, explica o enxadrista e professor Bolivar Ribeiro. Ao longo do tempo, é possível se especializar e alcançar níveis mais avançados no jogo. É também uma modalidade extremamente inclusiva, já que permite a participação de pessoas com deficiência.

”No Brasil temos uma cultura de futebol muito forte e o xadrez ainda precisa avançar como ferramenta dentro da escola”, afirma o professor. Por ser uma modalidade com poucos anos no âmbito escolar, há uma demanda de professores que precisam se capacitar. Ele ressalta que os aspectos positivos que são trabalhados no jogo incluem o desenvolvimento de aspectos emocionais das crianças, como aprender a ganhar e perder, se relacionar e respeitar as regras estabelecidas.

O jogo requer estudo e dedicação, então é uma área como qualquer outra. Entra tanto no âmbito escolar como também pode ser competitivo, dentro de competições que trabalham valores de modalidade esportiva.

A mais antiga forma de xadrez apareceu na Índia no século 6º, derivado do antiquíssimo jogo hindu conhecido por “Chaturanga”. De lá para cá muita coisa mudou, inclusive a interface: se antes a junção do tabuleiro e do olho no olho formavam a única forma de jogar, hoje existe a possibilidade de jogar on-line, em tablets ou no celular, e disputar com alguém que está distante, ou até mesmo com uma máquina.

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