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Como ensinar empatia às crianças

Habilidade melhora as relações sociais e aumenta a capacidade de superar adversidades


Ter a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreender os seus sentimentos e se solidarizar. Essas são algumas das definições de empatia, uma habilidade que não vem do útero, mas é aprendida ao longo do crescimento. Ou seja, é um talento que os pequenos precisam desenvolver, da mesma forma com que aprendem uma segunda língua. Por ser uma capacidade que melhora o desenvolvimento de qualquer pessoa, cultivar a empatia deveria estar no topo da lista de prioridades no processo educativo das crianças.

Geralmente, os pais se preocupam em ensiná-las a caminhar, ler ou andar de bicicleta, mas é preciso lembrar que desenvolver as habilidades socioemocionais é tão importante quanto. A empatia ajuda a desenvolver a identidade moral, estabelecer relacionamentos saudáveis e ter a capacidade de superar adversidades.

Crianças que aprendem a ter empatia tendem a ser mais gentis e a pensar mais no coletivo. Com isso, tornam-se agentes de mudança no futuro. O que muitas famílias se perguntam é: como potencializar o desenvolvimento da empatia?

Socializar é a resposta

O psicólogo Everton de Oliveira explica que as crianças estão em uma fase de desenvolvimento em que a aprendizagem acontece a partir da interação. Ter tempo livre para brincadeiras não estruturadas, por exemplo, é uma forma de ativar a empatia. Ao mesmo tempo, os pais devem evitar oferecer recompensas cada vez que o filho se esforça por algo, isso só aumenta o egocentrismo e faz decair o sentimento de empatia.

Ou seja, brincar, conversar e estar em grupo contribui para o desenvolvimento da empatia. Isso acontece porque estruturas cerebrais responsáveis pela atenção e emoção agem em conjunto com os neurônios espelhos, por meio dos quais os comportamentos presenciados tendem a ser repetidos.

Leitura ativa a empatia

Além de se conectar com os outros, ler livros de ficção pode ser uma boa forma de aprender sobre empatia. Oliveira explica que, ao se deparar com determinado personagem, é possível perceber diferentes emoções e até se identificar com alguma situação. “Ele pode ficar com saudades, estar apaixonado, triste, com medo. Essa leitura ajuda na construção da empatia”.

Existem outros meios que contribuem para o desenvolvimento dessa habilidade, como a dança e a música. “Dançar em dupla cria empatia com o outro. Isso porque os neurônios espelho têm relação com o comportamento motor e com as emoções”, afirma. Já pelo viés da música, seja ouvindo, tocando ou cantando, é possível expressar sentimentos e aprimorar a capacidade de ser empático.

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