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Como se preparar para estudar no exterior?

Trabalhos voluntários, maturidade e experiência acadêmica são pontos considerados para ingressar em universidades do exterior

Além de proporcionar ganho intercultural, acadêmico, linguístico e interpessoal, estudar no exterior é uma excelente oportunidade de ganhar maturidade e independência. Os benefícios que essa experiência oferece permanecem para a vida toda e contribuem para o desenvolvimento da carreira profissional, habilidades socio-emocionais e autoconhecimento.

A gerente de internacionalização da Rede Marista de Colégios, Fernanda Cervi Rolkouski, ressalta que dominar uma segunda língua é essencial no mundo globalizado em que vivemos. “Com isso, a oportunidade de aumentar seu networking é grande, aumentando as chances de empregabilidade não somente no Brasil, mas no mundo inteiro”, acredita.

Como se preparar emocionalmente para viver longe da família?

Antes de se aventurar em um intercâmbio anual, é possível fazer um “teste” em vivências de curta duração, que costumam acontecer em julho. Fernanda acredita que esta é uma boa forma do estudante experimentar como seria um intercâmbio de longa duração, quando precisam se tornar mais independentes. Por outro lado, é uma maneira dos pais aprenderem a lidar com a síndrome do ninho vazio, sentimento que pode ocorrer quando o filho sai de casa.

Além disso, ressalta a gerente, os programas curtos dão uma maior segurança para as famílias. “Em pouco tempo, todos podem ver os resultados da experiência, sem o perigo de investir valores maiores em um intercâmbio de longa duração e o aluno desistir no meio do caminho e perder tudo”, destaca. Para que o filho fortaleça a sua autoconfiança para encarar um período longe de casa, é importante que os pais proporcionem condições de eles desenvolverem independência e amadurecimento.

Como conseguir uma vaga em uma universidade no exterior?

Diferentemente do Brasil, onde são aplicadas provas para o ingresso no ensino universitário, no exterior o processo é um pouco diferente. Para selecionar os candidatos, as universidades consideram o resultado no Ensino Médio, que vai além da avaliação das notas. Também são considerados outros aspectos, como a maturidade do estudante, se ele realizou algum trabalho voluntário, experiências acadêmicas como pesquisa e monitoria e prática esportiva.

É claro que como parte essencial da preparação para estudar no exterior está o domínio do idioma do País em que se pretende estudar. Outros preparativos do processo envolvem prestar exames de proficiência como o SAT ou ACT, e até procurar empresas que auxiliam no processo de aplicação para High School e Universidades, que podem auxiliar, inclusive, na obtenção de bolsas de estudos.

Quais cursos escolher?

Além dos cursos tradicionais, como Medicina, Direito e Engenharia, a oferta de cursos no exterior inclui alguns poucos conhecidos por aqui, como Liberal Arts, curso voltado para o setor holístico, Game Design e Forensics. Outras opções incluem formações voltadas às áreas de educação, negócios e administração.

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