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Como são as crianças da Geração Alpha?

Independentes e adaptáveis, eles trazem mudanças de paradigma, comportamento e uso da tecnologia, conheça a Geração Alpha

A Geração Alpha, que inclui os nascidos depois de 2010, já dá sinais da transformação dos tempos. Esses bebês e crianças subvertem conceitos e mostram que novas formas de interagir e gerar mudanças positivas é possível. Por serem mais independentes e adaptáveis, tendem a acompanhar com mais naturalidade as evoluções do mundo do que as gerações anteriores.

Quem se relaciona com crianças nesta faixa etária muitas vezes se depara com reflexões e opiniões que surpreendem. Os adultos percebem claramente que elas têm algo de diferente da sua geração, sejam características que são mais desenvolvidas intelectualmente ou com mais traquejo social.

Geração da mudança

Geração Alpha é um termo criado pelo sociólogo australiano Mark McCrindle. De acordo com ele, essa geração é determinada por pessoas muito mais independentes e com um potencial muito maior de resolver problemas do que seus pais e avós. O pensamento hierárquico que predominava nas gerações anteriores não é mais aceito. Esses fatores mudam toda a sociedade, alteram a forma de trabalhar, de educar e impactam diretamente sobre a forma com que essa geração vai crescer.

A sociedade do futuro e suas interações serão fortemente impactadas pela geração que nasceu na era digital. Eles já vieram ao mundo diante de telas de dispositivos, por isso o universo virtual é fluido e natural. Por já conhecerem o mundo conectado, estão acostumados com câmeras, tablets e outros dispositivos tecnológicos e, muitas vezes, sabem utilizar os recursos melhor do que os próprios pais.

Acesso à tecnologia

Segundo psicóloga Rima Awada Zahra:

“São as crianças que já nascem inseridas em um cotidiano rodeado pela tecnologia. Em um ambiente com muito mais estímulos sensoriais, com brinquedos criados cuidadosamente para desenvolver sua audição, tato e visão, além de estímulos diversos como imagens, sons, cores, links e movimentos”

Mesmo que seja importante que as crianças tenham acesso à tecnologia, a psicóloga lembra que é essencial oferecer o contato com o mundo real, por meio dos relacionamentos. É assim que ela vai aprender a respeitar o próximo, sentir empatia e saber lidar com os próprios sentimentos.

Diálogo e limites

Neste sentido, cabe à família estar aberta e atenta para praticar uma escuta de qualidade e dar todas as condições para que a criança se desenvolva de forma plena e saudável. Afinal, “não basta somente dominar a tecnologia, é preciso desenvolver habilidades sociais e emocionais para enfrentar os desafios que estão por aí”, afirma Rima.

Por isso, mais do que nunca, é preciso dialogar sobre tecnologia, acompanhar o acesso e estabelecer limites. Esse papel, recorda Rima, é principalmente da família, e vai auxiliar os filhos no processo de maturação.

“O desafio é como estabelecer relações entre o real, o irreal e o virtual. A tecnologia é apenas o lugar onde as coisas estão acontecendo. O principal ainda são os valores”

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