Adolescência

Segurança na internet: como proteger a sua família

Pinterest LinkedIn Tumblr

Risco não está no uso da tecnologia, mas na forma com que as pessoas se comportam diante dela

Mesmo que a tecnologia seja uma aliada na educação, além de proporcionar diversão e lazer, é preciso equilíbrio para utilizá-la de forma saudável. Principalmente no caso de adolescentes, que tem cada vez mais acesso aos dispositivos digitais como celulares e tablets, e frequentemente, fazem parte de redes sociais, a família deve estar atenta para orientar sobre comportamento seguro na internet.

Segundo a especialista em mídias sociais e negócios na internet, Fernanda Musardo, o risco não está apenas no uso da tecnologia, mas sim na forma com que as pessoas se comportam diante dela. Por isso, ressalta, é essencial alertar os jovens a respeito dos perigos existentes nas redes sociais.

“De maneira geral o jovem não tem maturidade para lidar com qualquer exposição na internet”, lembra.

Conhecer para se proteger

Apesar de dominarem as funções de smartphones e aplicativos, os adolescentes costumam desconhecer os perigos e confiarem em todas as pessoas com quem mantém contato por meio da internet.

“Eles não percebem, não tem conhecimento de como o acesso a informações pessoais pode ser facilmente cruzada e utilizada como ameaça para obter algum benefício financeiro”, alerta Fernanda.

Para evitar a exposição a perigos como esse, a família precisa estar atenta ao comportamento do filho nas redes. A especialista sugere que seja estabelecida uma conversa franca sobre os riscos que rondam a internet e, assim, contribuem para agir de forma segura na rede.

“Os jovens, geralmente, são moldados por aquilo que gera like, compartilhamento e fama virtual, o que na maioria das vezes vai contra valores fundamentais de sociedade como respeito ao próximo, empatia e até mesmo o cumprimento de leis”, alerta Fernanda.

Confira algumas dicas de como os pais podem orientar os filhos:

  1. Estabelecer um diálogo aberto e próximo. É preciso conversar com as crianças e adolescentes sobre como se proteger de perigos na internet. Dessa forma, eles conseguem ver aplicações úteis da rede na sua vida.
  2. Trazer assuntos recentes para debates familiares. Temas noticiados podem ser elaborados em conjunto com os filhos, assim, eles ficam informados e cientes de acontecimentos reais que podem envolver o mau uso da internet.
  3. Ser referência de comportamento. Não adianta falar para os filhos não exporem as suas vidas ou não adicionarem pessoas que não conhecem nas suas redes sociais se os próprios pais fazem isso nos seus canais. Esse comportamento é conflitante e contraditório.
  4. Não simplificar as coisas. Percebe-se muito a orientação dos pais em relação ao bloqueio de pessoas nas redes sociais. Em algumas situações pode ser uma medida correta, mas em outras, corre-se o risco de banalizar algo mais grave. Isso vai criando a impressão de que basta bloquear para resolver o problema, porém existem situações em que é preciso uma orientação mais específica.
  5. Orientação em casa. Muitos jovens evitam conversar porque têm receio de se abrirem sobre alguma situação desagradável que estão passando. Conversar francamente com os filhos, permitindo com que eles expressem os seus sentimentos, é a melhor forma de apoiá-los.
  6. Olhar com atenção para os filhos. Quando se observa uma mudança no comportamento, pode ser um sinal de que algo não vai bem. Por isso, é preciso manter um olhar atento para os filhos para perceber qualquer indício de alteração no modo de agir.

Deixe um comentário!