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A diversidade como exercício de respeito

Inclusão e valorização devem ser cultivados no cotidiano dos alunos

Aprender a conviver com a diversidade é um dos grandes desafios da atualidade, e neste aspecto a escola ocupa um lugar fundamental. Afinal, lá é onde crianças e adolescentes se deparam com diferenças de gênero, raça, valores, ritmo de aprendizagem, deficiências, configurações familiares. Diante dessa realidade, é importante que o respeito e a valorização sejam estimulados e cultivados no dia a dia, e passem a se tornar algo natural e espontâneo.

Conviver com a diversidade dentro de sala de aula é uma grande oportunidade para os alunos desenvolverem o respeito e a valorização às das diferenças, comenta a especialista em inclusão da Rede de Colégios Maristas, Regiane Ruivo Maturo. “Essas crianças se tornam agentes mobilizadores nas suas famílias e sociedade, ajudando no movimento da garantia de direitos dos seus colegas”, diz.

Regiane ressalta que, com essa convivência, os alunos aprendem a reconhecer potencialidades não focando apenas nas limitações. Eles também compreendem o impacto das barreiras que a sociedade impõe e a importância da acessibilidade arquitetônica e tecnologias assistivas para que todos tenham acesso à informação e às mesmas atividades.

Equidade

Essa realidade está mais próxima do que muitos imaginam. No Brasil, por exemplo, existem duas línguas oficiais – Português e Libras (língua brasileira de sinais) – esta última a primeira língua dos surdos. Para os alunos cegos ou com baixa visão terem acesso aos conteúdos repassados em sala de aula, existem softwares leitores de tela, e vários outros recursos de tecnologia assistiva que garantem equidade de oportunidades.

Regiane afirma que para caminharmos rumo a não discriminação, é preciso que as famílias promovam o respeito às diferenças dentro de casa e por extensão em toda a sociedade. “O papel da escola é fundamental neste processo, não apenas com as crianças e adolescentes, mas com as famílias, funcionários e toda a comunidade escolar”, conclui.

 

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