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Adolescentes precisam dormir mais

Mudanças hormonais e comportamentais são responsáveis por alterações que influenciam diretamente o ritmo de sono

Acordar um adolescente de manhã não é tarefa fácil e convencê-lo a dormir mais cedo é ainda mais desafiador. Esse comportamento típico dos jovens pode até ser confundido com teimosia ou preguiça, mas se trata de uma resposta hormonal que afeta o relógio biológico nessa faixa etária, demandando a necessidade de mais horas de sono do que os adultos. Portanto, é importante ajustar a rotina para ter mais qualidade de vida.

As consequências da falta de sono afetam a vida do jovem como um todo e podem causar reações como mau humor, falta de foco, irritabilidade e dificuldade de compreensão de comandos de ação básicos do cotidiano.

Para manter o bem-estar, são indicadas cerca de 9 horas de sono por noite. Porém, se o costume for ficar acordado até tarde e precisar acordar cedo para ir para a escola, por exemplo, dificilmente o adolescente vai dormir a quantidade necessária. “Do ponto de vista pedagógico, o rendimento escolar tende a diminuir quando os adolescentes dormem pouco ou não dormem. O sono é fundamental para conseguirem manter o foco nas atividades escolares”, alerta a pedagoga Barbara Correa, professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

As modificações no padrão de sono têm causas variadas, tanto fisiológicas quanto sociais. A melatonina produzida pela glândula pineal, diretamente envolvida no ciclo do sono, passa a ter seu pico de excreção mais tarde, atrasando a sensação de sono nos adolescentes. A exposição à luz também afeta a sua produção, por isso não é recomendável usar aparelhos eletrônicos antes de dormir.

Junto com essas mudanças fisiológicas, o adolescente está passando por mudanças sociais que incluem saídas com amigos, o que também impacta o ritmo de sono. Barbara afirma que a rotina precisa contemplar as necessidades reais dos jovens, permitindo escolhas e estabelecendo limites que se ajustem para adequar o horário de descanso.

“Os limites podem ser consensuais entre os adolescentes e a família, como os momentos de estudo, obrigações familiares, entre outras necessidades pessoais e coletivas”, diz a pedagoga, que acrescenta que por meio do diálogo é possível chegar a um equilíbrio para contribuir com o momento de vida que eles estão passando.

 

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