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Os desafios da transição entre infância e adolescência

Em fase de intensas transformações, é importante que os pais estejam abertos ao diálogo para encarar novos comportamentos

Perto dos 12 anos de idade, a mudança de comportamento dos jovens fica evidente. De repente, começam a escolher o modo de se vestir e quais músicas preferem ouvir. Surgem as amizades inseparáveis, os ídolos, relacionamentos amorosos e a vontade de desbravar o mundo. Diante de tantas mudanças, é comum que os pais se sintam meio confusos afinal, como lidar com os novos comportamentos de quem está passando da infância para a adolescência?

“É um momento em que o filho vai perder a identidade de criança, com suas características e comportamentos próprios”, observa a psicóloga Rosiclea Doroti Rodrigues. Ela explica que manter o canal de diálogo aberto, estando disponível para uma escuta de qualidade, facilita com que o adolescente se sinta à vontade para desabafar.

Compartilhar experiências é outra forma de estabelecer uma relação de confiança para que os filhos se sintam à vontade para conversarem sobre situações que estão vivendo durante essa fase. A psicóloga salienta que, assim, são nutridas relações afetivas saudáveis que vão nortear as mudanças e ampará-los nessa caminhada.

Busca de identidade

O ser humano está em constante mudança ao longo da vida, mas é na adolescência que ocorre a formação da identidade e o jovem passa a se reconhecer como uma pessoa única. Nesse processo, é comum que ele se reconheça com um grupo de amigos e passe a identificar referências nele.

Na infância, é mais comum que essa relação de compatibilidade seja desempenhada pela família, explica a psicóloga, mas isso tende a mudar com os anos. “Eles começam a se desligar do núcleo familiar e passam a se identificar com as tribos”, comenta. Por isso, é comum que alguns pais sintam dificuldade de entender que aquela criança que viram nascer está crescendo e caminhando para a vida adulta.

Porém, se os pais constroem, desde a infância, uma relação de confiança, as chances desse processo ser mais fluido e menos doloroso são maiores. Além do diálogo, demonstrações de afeto por meio do abraço pode trazer à tona muitos sentimentos. “Se os filhos são abraçados pelos pais desde pequenos, quando eles forem adolescentes vão sentir, no abraço, se algo não está bem sem que nada precise ser dito”, analisa Rosiclea.

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