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Como ensinar empatia às crianças

Habilidade melhora as relações sociais e aumenta a capacidade de superar adversidades


Ter a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreender os seus sentimentos e se solidarizar. Essas são algumas das definições de empatia, uma habilidade que não vem do útero, mas é aprendida ao longo do crescimento. Ou seja, é um talento que os pequenos precisam desenvolver, da mesma forma com que aprendem uma segunda língua. Por ser uma capacidade que melhora o desenvolvimento de qualquer pessoa, cultivar a empatia deveria estar no topo da lista de prioridades no processo educativo das crianças.

Geralmente, os pais se preocupam em ensiná-las a caminhar, ler ou andar de bicicleta, mas é preciso lembrar que desenvolver as habilidades socioemocionais é tão importante quanto. A empatia ajuda a desenvolver a identidade moral, estabelecer relacionamentos saudáveis e ter a capacidade de superar adversidades.

Crianças que aprendem a ter empatia tendem a ser mais gentis e a pensar mais no coletivo. Com isso, tornam-se agentes de mudança no futuro. O que muitas famílias se perguntam é: como potencializar o desenvolvimento da empatia?

Socializar é a resposta

O psicólogo Everton Adriano de Morais explica que as crianças estão em uma fase de desenvolvimento em que a aprendizagem acontece a partir da interação. Ter tempo livre para brincadeiras não estruturadas, por exemplo, é uma forma de ativar a empatia. Ao mesmo tempo, os pais devem evitar oferecer recompensas cada vez que o filho se esforça por algo, isso só aumenta o egocentrismo e faz decair o sentimento de empatia.

Ou seja, brincar, conversar e estar em grupo contribui para o desenvolvimento da empatia. Isso acontece porque estruturas cerebrais responsáveis pela atenção e emoção agem em conjunto com os neurônios espelhos, por meio dos quais os comportamentos presenciados tendem a ser repetidos.

Leitura ativa a empatia

Além de se conectar com os outros, ler livros de ficção pode ser uma boa forma de aprender sobre empatia. Adriano de Morais explica que, ao se deparar com determinado personagem, é possível perceber diferentes emoções e até se identificar com alguma situação. “Ele pode ficar com saudades, estar apaixonado, triste, com medo. Essa leitura ajuda na construção da empatia”.

Existem outros meios que contribuem para o desenvolvimento dessa habilidade, como a dança e a música. “Dançar em dupla cria empatia com o outro. Isso porque os neurônios espelho têm relação com o comportamento motor e com as emoções”, afirma. Já pelo viés da música, seja ouvindo, tocando ou cantando, é possível expressar sentimentos e aprimorar a capacidade de ser empático.

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